31/08/2016

Encontro de Bienal



ENCONTRO DE BIENAL
                 Por:   Lucarocas

            Meu riso se distrai diante de perguntas que não quero dar respostas, mas há delas que a melhor resposta é um silêncio íntimo de perdão pela ignorância alheia. E perguntaram-me, acreditem, “O que vou fazer na Bienal do Livro de São Paulo”.  
            A princípio pensei em não pensar sobre isso.
            Diante de tantas idas e vindas por Bienais, Feiras Literárias e Encontros, me vi no direito de já ter respostas prontas em silêncio de palavras, mas resolvi escrever.
            Encontro, essa é a palavra mais adequada para a resposta da tal pergunta.
            Sempre digo que o melhor do evento são os encontros. Encontros de sorrisos dos amigos velhos, e dos velhos amigos. Encontros de risos de graças daquelas piadas tantas vezes ditas, mas que provocam o mesmo riso da primeira vez. Encontro de abraços trocados com a saudade de ontem. Encontro dos folhetos de cordel que se cruzam no ar da permutação quando cada cordelista oferta ao outro um exemplar do seu mais recente folheto publicado. Encontro em uma foto para registrar o encontro. Encontro dos pássaros canoros que tingem de sons os ambientes num encantamento de Nordeste e de Brasil. Encontro com a arte que desfila nas xilogravuras e fazem cirandas com a poesia do cordel, da viola e do repente. Encontro com a poesia que corta o silêncio do coração e atinge a alma do atento ouvinte. Encontro com a diversidade dos homens que são vistos como deuses pelo que escrevem, mas que são simples mortais diante em seus leitores. Encontro com os admiradores do seu trabalho, e que fazem você acreditar que vale o esforço de continuar escrevendo. Encontro do lanche compartilhado, da rapadura distribuída, da refeição dividida. Encontro da acolhida nos aeroportos e rodoviárias, nos hotéis e pousadas, nas praças, ruas e espaços que acolhem e aplaudem o artista. Encontro com os amigos virtuais que nos acham mais interessantes nas imagens das redes sociais. Encontro com o imaginário literário e a realidade de ser escritor em um país que ainda não dá ao livro o valor que merece. Encontro com a saudade do poeta que faz rimas nos palco celestiais e nos protege com seu olhar de amigo.
            Encontros, encontros. São tantos encontros que talvez a ingratidão do esquecimento me tocasse ao tentar listar todos.
            Um encontro, porém representará todos os encontros, é o encontro com um Deus da inspiração, da criação, um Deus que está presente em toda obra literária, em todo gesto humano, em todo o poder de se fazer encontros.
            Diante de tantos encontros, nessa Bienal haverá mais um que há tempos acontece em diversos pontos desse imenso país, é o encontro de três grandes amigos poetas: Dideus Sales, Lucarocas e Moreira de Acopiara.
            Só esse último encontro já justifica qualquer encontro de Bienal. Simples assim.


Fortaleza, 31 de Agosto de 2016. 08:27h

30/07/2016

RÁDIO WEB LUCAROCAS CANTADOR

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Vida, Verso e Viola
A Rádio que toca o que canta o Sertão!



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06/09/2015

De Versos, Risos...



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17/08/2015

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31/07/2015

Cantoria na Casa do Cantador

Antonio Jocélio e Zé Eufrázio


Dimas Mateus Presidente da 
Casa do Cantador de Fortaleza - CE.


                


24/01/2013

SE TEM NOITE DE VIOLA NA CASA DO CANTADOR







   SE TEM NOITE DE VIOLA NA CASA DO CANTADOR
                                                               Lucarocas

A lua fica mais clara
O ar tem mais alegria
Se respira poesia
De maneira muito rara
O ambiente é seara
E se torna inspirador
Pra quem é versejador
Sem querer já cantarola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Quando começa a florar
A grande noite de rimas
A dona Lúcia e seu Dimas
Nos vem recepcionar
E num sorriso abraçar
Com ternura e com amor
A qualquer frequentador
Que a casa não assola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Uma cerveja gelada
Junto com um espetinho
É servida com carinho
Na noite bem animada
A turma fica ligada
Em qualquer declamador
Pois para um bom bebedor
Vai cachaça e coca cola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador


Amigos vão se encontrar
Num cumprimento de abraço
E fazem do mesmo espaço
O local pra conversar
E cantoria escutar
Seja qual dupla que for
Esquecem tristeza ou dor
Junto com a corriola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Sempre chega um papudinho
Tombando em cima da mesa
Mas ele tem a certeza
De que nunca está sozinho
Da cana toma um pouquinho
Pra vida ter mais sabor
Se acha conquistador
Pra moça faz uma graçola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Um poeta repentista
Vai cantando uma toada
E a platéia animada
Vai aplaudindo o artista
Vem até um cordelista
Que também é professor
Liga o seu computador
Tira cordel da sacola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Tem poeta de bancada
Que ouve improvisação
Vai fazendo a marcação
Da toada improvisada
E deixa toda anotada
Para quando for compor
Pois o tema é inspirador
E logo um poema rola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Há sempre um retratista
Fazendo fotografia
De quem faz a cantoria
Ou de qualquer outro artista
Mas nem de longe se avista
As fotos do filmador
É mais um enganador
Que todo mundo enrola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Quando a turma de estudante
Comparece à cantoria
Só se ver muita alegria
Brotando em cada semblante
Pois ali naquele instante
Cada um é sonhador
Esquecem do professor
E dos deveres da escola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Tem poeta de primeira
Nessa noite de segunda
Mas tem também quem afunda
No verso a noite inteira
Faz tudo por brincadeira
Não é improvisador
Erra que é um horror
Não canta somente enrola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Sem um cachê acertado
Numa noite de peleja
Alguém já bota a bandeja
Para ver arrecadado
E se juntar um trocado
Seja que quantia for
Dividem o mesmo valor
Pois é paga e não esmola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Se agita a mulherada
Junto com os seus maridos
E os melhores vestidos
Fazem parte da noitada
Cada qual que é mais amada
Nesse instante de esplendor
E pensam em noite de amor
Na cama sem camisola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Um pedaço do sertão
Vai brotando na memória
Quando se canta a história
Da secura do torrão
Lá do pedaço de chão
Faz lembrar ao agricultor
Que chuva tem mais valor
Quando na terra se enrola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Para quem é fazendeiro
Ao ouvir a cantoria
Recorda da vacaria
Na voz de um violeiro
E pensa no tabuleiro
Onde mora a vaca flor
E o seu boi esplendor
Vem lhe habitar a cachola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Quem vive da agricultura
Quando escuta uma canção
Que fala bem do sertão
Enche o peito de ternura
Pensando em sua cultura
Lembra do interior
E no peito sente dor
A emoção não controla
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


Pra sempre há de ficar
Um gosto bom de saudade
E a musicalidade
Que a gente pode escutar
E depois é só lembrar
Em todo lugar que for
Que se faz arte com amor
Numa noite que decola
Se tem noite de viola
Na Casa do Cantador.


LUCAROCAS
(85) 98897-4497 (oi - WhatsApp) 99666-9396 (tim)